Aspadokur Sayuk

 


Nome completo do clube: Aspadokur Sayuk Klup Sukanin
Nome oficial: Aspadokur Sayuk
Fundação: 04/02/1919
Estádio: Aspadokur Ikunda (Capacidade: 63.900)
Torcedores: 
Porteqs (Laranjas)
Maior Goleador: 
Soslam Lupya (144 gols)


História:

Recém-chegado da Romênia em 1918, Nicolae Sanielevici trouxe consigo uma bola herdada de sua época como goleiro do Muncitorul Turda, time da terceira divisão romena na época. Na capital, Sanielevici decidiu reunir moradores da sua região e primeiramente dar aulas sobre futebol. O interesse foi grande, inclusive chegando aos ouvidos dos donos de grandes fábricas têxteis de Aspadokur, um dos segmentos mais fortes do país na época.

Nicolae Sanielevici em 1919

Já com alguns jogadores, uniformes e um pouco de ajuda financeira, em 1919 foi oficialmente criado o Aspadokur United, o primeiro clube - ainda amador - de Stohadis. O nome foi uma homenagem ao Manchester United da Inglaterra, pois Sanielevici era fã de Enoch West, atacante do United na época. O time de Nicolae enfrentou os Diabos Vermelhos em um amistoso, com resultado de 8x2, e West marcou cinco gols. A cor principal do primeiro escudo e uniforme também era uma homenagem ao time inglês, vermelho.

Primeiro time do Aspadokur, 1919.

Aos 42 anos, de forma inesperada, Sanielevici faleceu. O clube então ficou sem um líder principal e passou um ano sem atividades. Na temporada de 1919, o time fez apenas 10 jogos, todos amistosos, contra times da Bulgária e da Romênia. O jovem Arym Redjiens, de 19 anos, era um dos destaques daquele time. Incomodado com a inatividade do clube, o atacante decidiu deixar o campo, reabrir as portas do clube e assumir a presidência.

Arym Redjiens aos 23 anos, como presidente do Aspadokur.

Nos anos seguintes, o Aspadokur United participou de torneios maiores, vencendo um deles na Turquia em 1922, sendo esse o primeiro título em torneios amistosos do clube.

Com a expansão e a criação de outros clubes, foi fundada a Tonde fe Stohadis - TfS (Liga de Stohadis) em 1930. Inicialmente, com 8 clubes, a competição tinha um nível técnico precário, o que favorecia muito o Aspadokur United por já estar em atividade há mais anos. Durante os primeiros 20 anos da TfS, o Aspadokur venceu 18 deles, estabelecendo uma supremacia no futebol local. Dos 18 títulos conquistados, metade deles foi conquistada graças ao primeiro maior craque do país, Soslam Lupya, o atacante veloz e de dribles desconcertantes é até hoje o maior artilheiro do clube. 

Time de 1936, o segundo da esquerda para direita é Lupya

Em 1955, houve a primeira reformulação do clube, que passou a usar o laranja em seus uniformes. Naquele mesmo ano o time fez uma excursão à Grécia para uma competição amistosa internacional. Participaram da competição equipes como Aris Thessaloniki (vice-campeão atual do Macedonian FCA Championship), Panarkadikos (campeão atual da Arcadia Football Clubs Association), Athens-Piraeus e FK Partizani (vice-campeão atual do campeonato albanês). Surpreendentemente, o Aspadokur chegou à final para enfrentar o FK Partizani, considerado o favorito. O resultado chocou a todos: o Aspadokur venceu por 4x0, conquistando assim o título da maior competição que o clube já havia disputado.

Aspadokur e PK Partizani entrando em campo para a final.

Entre 1960 e 1965, o futebol do Aspadokur seguiu um ritmo mais lento, e o cenário estava mais voltado para outros clubes de Stohadis. Em 1968, Arym Redjiens foi eleito presidente do clube pela terceira vez. Naquele momento, Redjiens era um empresário de destaque no ramo da construção civil. Apaixonado pelo clube, ele não hesitou em investir pesadamente para levar a equipe ainda mais longe.

Com o objetivo de tornar o clube reconhecido mundialmente, o presidente optou por buscar jogadores estrangeiros para compor o elenco de 1969. Foram contratados: o goleiro Antoni Angellaro (Giana Erminio - Itália), o zagueiro Aiko Yoshihito (Volca Kagoshima - Japão), o meia Felipinho (Mogi Mirim - Brasil) e o atacante Hans Verrückt (Waldhof Mannheim - Alemanha). O clube passou a ser o único do país a contar com jogadores estrangeiros em seu elenco.

Aos 70 anos e prestes a se aposentar definitivamente, Arym decidiu comprar uma parte do clube. Na época, ele adquiriu 35% do Aspadokur por LS$ 80.000,00. Esse percentual tornou-se um patrimônio da família Redjiens.

Em 1972, Aksinya, filha de Arym, assumiu o comando do Aspadokur, o que gerou muita contestação devido ao fato de ser uma mulher no controle do futebol, algo até então inaceitável. Em uma entrevista às rádios locais, Arym declarou que qualquer pessoa que contestasse sua filha no comando do futebol poderia tentar discutir sobre o assunto com ela, mas não teria sucesso. Ele afirmou que sua filha entendia mais de futebol do que ele, além de possuir conhecimento em finanças devido aos seus estudos de economia nos Estados Unidos.

Arym com 71 anos e sua filha Aksinya

Durante seu período à frente do Aspadokur, Aksinya reestruturou todo o clube, expandindo os campos de treinamento, melhorando as acomodações e ampliando a estrutura em geral. A presidente visitou grandes clubes europeus, como Ajax, Benfica e Athletic Bilbao, para captar as melhores práticas e conhecimentos.

Após anos de dedicação ao clube, Aksinya decidiu deixar o comando, e seu irmão mais novo, Nicolav Redjiens, assumiu seu lugar. Nicolav era reservado e não costumava interagir muito com torcedores e imprensa, e isso se intensificou após a morte de seu pai Arym em 1986. Seu principal objetivo era orgulhar seu pai e lutar para profissionalizar definitivamente o futebol em Stohadis, pois Arym já acreditava que a TfS já não era suficiente para o tamanho do país. Os clubes buscavam competições internacionais amistosas para enfrentar times de forma mais profissional, pois consideravam a competição nacional muito fraca. Até o fim do mandato de Nicolav, a equipe alcançou a marca de 34 títulos da Tonde fe Stohadis - TfS (Liga de Stohadis).

Arym e seu filho Nicolav

Em 1992, em protesto contra a Gabungan fe Pohau Stohadiaka - GPS (Confederação de Futebol Stohadiana), o clube decidiu fechar suas portas. A família Redjiens optou por investir nas categorias de base do clube, participando de várias competições internacionais e reestruturando a equipe com o objetivo de retornar quando o futebol nacional fosse verdadeiramente profissionalizado, o que só ocorreu em 1999.

A GPS convocou os presidentes e representantes de todos os clubes para definir um novo formato, as cotas de televisão, os patrocínios e outros detalhes para finalmente criar uma liga profissional no país. Assim, Kadri Redjiens, filho de Aksinya e neto de Arym, assumiu a presidência do clube aos 27 anos de idade.

Aksinya e seu jovem filho Kadri, 1981

Com o início da Stohadis A (já no formato atual) em 2000, Kadri conquistou 4 títulos nacionais e se tornou um nome adorado pela torcida. No entanto, um jejum de 4 anos sem conquistar o campeonato gerou muitos protestos, o que levou Kadri a renunciar à presidência.

Em 2011, foram realizadas as primeiras eleições abertas aos sócios para escolher o novo presidente do clube, com um mandato de 4 anos. Dois candidatos entraram na disputa: Gandru Redjiens (filho de Preth Redjiens, filho mais novo de Arym) e Iskender Resgarth (ex-jogador do clube na década de 70). A história da família Redjiens à frente do clube pesou, e Gandru venceu por uma pequena margem de votos.

Os anos seguintes foram difíceis para o Aspadokur, enfrentando um jejum de 9 anos sem conquistar o campeonato nacional sob a liderança de Gandru.

Em 2015, ocorreram novas eleições, e de forma misteriosa, Gandru foi reeleito apesar do fracasso do clube. Na época, todos os jornais falavam sobre uma suposta manipulação nos votos, o que causou revolta e levou a mais manifestações por parte dos torcedores. Em outubro de 2016, Gandru Redjiens foi encontrado morto em seu apartamento com um tiro na cabeça. A polícia indicou que a possibilidade de suicídio era alta.

Gandru Redjiens, 2015

No final daquele ano, Iskender Resgarth assumiu a presidência, sendo considerado o mais qualificado para o cargo. Lolan Redjiens, neto de Arym Redjiens e filho de Finola Redjiens (que nunca se aventurou no futebol), assumiu a vice-presidência. Resgarth conduziu o clube de volta ao triunfo, conquistando os títulos da Stohadis A em 2017 e 2018.

Em uma temporada aquém das expectativas em 2020 e incomodado com a grande influência da família Redjiens no clube, Resgarth decidiu não se candidatar para o próximo pleito, abrindo caminho para seu vice, Lolan Redjiens, tornar-se o novo presidente.

Por determinação da GPS, todos os clubes foram obrigados a retirar palavras estrangeiras de seus nomes, mantendo apenas termos em língua stohadiana. Inicialmente, Lolan optou por mudar o nome de Aspadokur United para Sukan Klup Aspadokur (Clube de Esportes Aspadokur), mas a diretoria e os conselheiros se opuseram à mudança, resultando no clube mantendo sua nomenclatura original, porém passando de Aspadokur United para Aspadokur Sayuk.


Lista de presidentes do clube:

1920–32: Arym Redjiens
1932–36: Mangar Toghasvlu
1936–52: Arym Redjiens
1952–60: Dalibor Drakavka
1960–68: Cosgil Herfasighi
1968–72: Arym Redjiens
1972–84: Aksinya Redjiens
1984–92: Nicolav Redjiens
1992–99: Hiato
1999–11: Kadri Redjiens
2011–16: Gandru Redjiens
2016–20: Iskender Resgarth
2020– : Lolan Redjiens


Maiores goleadores do Aspadokur:

1 - Soslam Lupya (1930-39) - 144 gols
2 - Gragan Watath (2016-22) - 96 gols
3 - Hans Verrückt (1969-74) - 79 gols
4 - Kyral Oglanesh (1999-04) - 68 gols
5 - Anton Bramasaighi (1954-60) - 65 gols

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